Aldeias Infantis SOS
Brasil
Em
1949, logo após a Segunda Guerra Mundial, o pedagogo Hermann
Gmeiner pensou em unir mulheres e crianças que haviam perdido suas
famílias durante a guerra, recriando lares verdadeiros. Assim
nasceu a primeira Aldeia SOS, em Imst, no Tirol. A idéia deu certo
e hoje a entidade atua em 131 países, atendendo cerca de 791.000
pessoas, nas Aldeias e em Centros Sociais.
Desde 1967 no Brasil, as Aldeias Infantis SOS vêm
mostrando como é possível escrever histórias de sucesso. Hoje, as
Aldeias Infantis SOS Brasil atendem mais de 6.500 crianças e
jovens, que são criados em um lar e em família, com uma mãe e
irmãos, recebendo educação, carinho e todos os cuidados em 14
Aldeias distribuídas por 10 estados brasileiros. Um trabalho
sério, que reconstrói laços afetivos e estimula milhares de
crianças a crescerem e a se desenvolverem, oferecendo-lhes ainda a
possibilidade de uma vida digna e produtiva.
A organização assume crianças que, por qualquer motivo,
não podem ser mantidas pela família natural e quando já se
esgotaram todas as possibilidades de reintegração e adoção; que
foram abandonadas ou perderam os pais; cuja guarda legal foi
retirada dos pais ou da família, por oferecerem risco de vida; e
ainda crianças cujos pais estão vivos, mas não podem mantê-las
junto de si.
A
faixa etária para ingresso na entidade é de 0 a 10 anos, sem
distinção de sexo, raça ou credo, levando-se em conta apenas a
necessidade da criança. Ela permanece na Aldeia até a maioridade,
época em que já está preparada para assumir sua vida independente.
No período de residência na Aldeia, a criança tem a garantia de um
lar verdadeiro, de uma família, de orientação pedagógica, de
alimentação correta, assistência médica e escolar para poder se
desenvolver da melhor maneira possível.
Cada Aldeia é formada por 10 a 12 casas-lares, a casa do
diretor, a casa das mães substitutas e a administração. Cada
casa-lar abriga até nove crianças e a mãe social. A Aldeia é uma
pequena comunidade onde a criança mora, todavia todas as
atividades, tais como escola, médico, dentista etc, são
desenvolvidas fora dela, para que a criança tenha o máximo de
contato possível com a comunidade onde vive e da qual ela deverá
fazer parte um dia, sozinha.
A filosofia das Aldeias é baseada
na pedagogia do afeto, e nada mais importante para a formação de
um ser humano que o amor de mãe. A “Mãe Social” é uma mulher
solteira, viúva ou divorciada, sem filhos menores ou dependentes,
que tenha cursado no mínimo o primeiro grau, que possua princípios
religiosos, que esteja na faixa etária acima de 25 anos, que tenha
disponibilidade para residir em uma das Aldeias e, principalmente,
que goste de crianças. A profissão de “Mãe Social” é reconhecida
por lei e garante todos os direitos trabalhistas, porém muito mais
que um emprego a função deve ser desempenhada como uma opção de
vida. Nas Aldeias SOS é a mãe quem coloca os alicerces de toda
atividade educativa e moral, é ela que orienta e dá à criança o
amor e a segurança necessária para seu desenvolvimento,
convencendo-a acima de tudo, de que é querida.
Além
das Aldeias SOS, há Centros Sociais, que têm por objetivo
contribuir para a prevenção do abandono de crianças e jovens em
situação de risco social, estimulando o desenvolvimento
sócio-econômico e cultural de comunidades brasileiras. O Centro
Social é formado pelo NISC (Núcleo de Integração Sócio-Cultural),
Creche e Centro de Capacitação de Jovens.
Outras informações
estão disponíveis no site
www.aldeiasinfantis.org.br.