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Site da Abong disponibiliza informações sobre
aspectos jurídicos do Terceiro Setor
A Abong – Associação
Brasileira de ONGs disponibilizou recentemente em seu site uma seção
com informações sobre os diversos aspectos jurídicos aplicáveis às
organizações sem fins lucrativos.
O objetivo da seção é
proporcionar o acesso a informações que nem sempre são facilmente
encontradas e, muitas vezes, não estão disponibilizadas em um formato
que as organizações compreendem, já que muitas não contam com
assessoria de um advogado.
Quem acessar o site irá
encontrar informações sobre forma de constituição jurídica,
certificações, aspectos trabalhistas e tributários, entre outras. Há
também modelo de estatuto social e legislação.
O site da Abong é
o
www.abong.org.br.
Associação Odonto Criança contrata para área
administrativa
A Associação Odonto Criança,
organização sem fins lucrativos que promove educação na área de saúde
bucal para crianças e jovens carentes, está selecionando um
profissional para trabalhar na área administrativa.
Os
candidatos devem ter formação em administração ou ciências humanas,
alguma experiência em elaboração de projetos e captação de recursos,
possuir habilidades em informática e familiaridade com o terceiro
setor. Complementam o perfil boa comunicação oral e escrita,
organização e autonomia.
Os
interessados devem enviar currículo até 15/02 pelo email
daniel@odontocrianca.org.br.
O presente do presidente
Após um
ano de discussões, Estatuto do Desarmamento vira lei.
Ter uma arma, agora, ficou mais difícil
Por Daniela Alves Viana
O presidente Luís Inácio Lula da Silva
sancionou, no dia 22 de dezembro, o Estatuto do Desarmamento, projeto
que restringe o porte e a posse de armas no país. Em cerimônia
realizada no Palácio do Planalto, ele disse que este foi o seu
presente para o Brasil.
"Espero que, perto do Natal, esse estatuto
seja um presente para milhões de brasileiros que, no anonimato, têm
lutado na vida para ver a violência diminuir”, afirmou Lula.
Após oito anos de
propostas engavetadas, as discussões se intensificaram durante 2003 no
Congresso Nacional. Foram 70 requerimentos analisados pela Comissão
de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados até a aprovação do
Senado Federal, no dia 9 de dezembro. Com a nova lei, a
comercialização e o porte de armas de fogo passam a ter normas mais
rígidas no Brasil, com o objetivo de acabar com o interesse da
sociedade brasileira em ter armas de fogo para defesa pessoal.
Com o estatuto, o registro
para uma pessoa
manter arma em sua residência se limita apenas para quem comprovar a
necessidade efetiva. Para isso, é necessária a comprovação de
residência fixa, apresentar documentos sobre antecedentes criminais e
mostrar que é apto psicologicamente para manusear a arma.
Aos que
já possuem o instrumento, devem
credenciá-la no comando do Exército ou na Polícia Federal.
O governo federal
passa a ser o responsável pelo setor. As taxas cobradas para a emissão
federal foram reajustadas e segundo Lula, o objetivo é dificultar ou
até mesmo impedir novas permissões de porte de arma.
Mas o estatuto pode sofrer uma nova mudança.
Se for regulamentada uma medida através de decreto legislativo, em
outubro de 2005, os brasileiros irão às urnas para decidir a proibição
total ou não da venda de armas e munição no país. Para César Borges,
relator do Estatuto no Senado, “dois anos é tempo suficiente para que
a sociedade escolha se quer ou não que a venda de armas continue no
país”.
A cerimônia, que contou com a presença dos
ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e do ex-ministro da
Educação, Cristovam Buarque, homenageou as famílias que estavam
presentes. Representantes de diversas organizações não-governamentais,
que lutaram pela aprovação da lei, compareceram ao evento.
Vitória da batalha, não da guerra
Estatuto do Desarmamento
é apenas uma etapa no processo de luta contra a violência
Por Jean Santos
Estatística da
ONU: em 1995 houve 41 mil homicídios no país, sendo que 88,39% foram
cometidos por armas de fogo.
No Rio de
Janeiro, 83% das armas apreendidas pela polícia são de fabricação
nacional. Dessas, 88% são revólveres e pistolas, as chamadas armas
leves. Essas armas leves saem, em sua maioria, de duas modernas
fábricas do Rio Grande do Sul. São compradas legalmente. E a partir
daí passam ao mercado ilegal.
Pronto! Não é
preciso mais enumerar o bem que a aprovação do Estatuto do
Desarmamento vai fazer ao país. Isso é fato. Porém, não se deve pensar
que a nova lei vai resolver todos os problemas da violência
brasileira.
As polícias, as
empresas de segurança e as Forças Armadas, em especial o Exército,
também são fontes de abastecimento do mercado ilegal de armas. É
preciso combater a corrupção nessas instituições, para que os
representantes legais do Estado para o uso da força sejam, de fato,
defensores da ordem pública, do cumprimento da lei e do respeito às
pessoas, e à liberdade. E, quando infringida a lei, que os culpados
realmente sejam punidos.
Outro problema é a
fiscalização das fronteiras, em especial as dos países do Mercosul. É
por elas que a maioria das armas longas – fuzis, rifles, carabinas,
metralhadoras, etc. - entram no país. As ações de segurança também
devem chegar aos praticantes de crimes do colarinho branco, que
financiam e fazem a intermediação das armas com o tráfico de drogas,
além da lavagem do dinheiro no comércio violento das ruas, onde a
compra e venda de entorpecentes, principalmente nas periferias, são
facilmente testemunhadas.
Para um
resultado efetivo, e uma vitória da guerra em que vivemos, torna-se
necessário o investimento em educação, em infra-estrutura, na criação
de empregos e de uma melhor distribuição de renda. São reivindicações
antigas, mas que precisam ser ressaltadas em um momento como esse,
para que a população não esqueça de que outras providências precisam
ser tomadas para que tenhamos uma redução percebível e significativa
do medo que toma conta de toda a população brasileira.
Uma
correção rápida
Um problema
verificado na nova lei era o fato das Guardas Municipais só poderem
estar armadas nas cidades com população superior a 250 mil habitantes.
Mas, como havia ficado acertado quando da sanção do Estatuto do
Desarmamento, uma medida provisória foi editada estabelecendo
critérios para a autorização do armamento das Guardas Municipais nas
cidades que tenham entre 50 e 250 mil habitantes.
Foi uma
correção rápida e necessária. Segundo o IBGE, cerca de 96% dos
municípios brasileiros têm menos de 100 mil habitantes. Logo, a
maioria dos 5.561 municípios existentes não poderiam reforçar a defesa
de sua população e de seu patrimônio através do amamento de suas
Guardas municipais.
Qual a
importância disso? Grande, pois em muitas cidades o número de
representantes das Guardas Municipais é maior que o da própria Polícia
Militar. Isso se dá principalmente nas pequenas cidades brasileiras.
Santana de
Parnaíba, no interior de São Paulo, é um exemplo. Com pouco mais de
85.000 mil habitantes, a cidade tem mais agentes municipais de
segurança do que policiais militares. A princípio, sem a medida
provisória, não poderia ter a maioria do seu efetivo de segurança, a
Guarda Municipal, armada.
Abertas inscrições para Prêmio Criança 2004
Estão abertas
até o dia 27 de fevereiro as inscrições para o Prêmio
Criança 2004. Dedicado a indivíduos, empresas e organizações
sociais que atuam na promoção e defesa dos direitos de crianças de 0 a
6 anos, o Prêmio Criança é oferecido pela Fundação Abrinq desde 1989.
A partir de
2002, o Prêmio Criança passou a ser bienal e temático e, em vez de
somente identificar e reconhecer iniciativas bem-sucedidas, começou a
sistematizá-las para que elas possam ser implementadas por outras
pessoas, organizações ou poder público, buscando assim sua
disseminação.
Podem participar indivíduos, empresas e organizações da sociedade
civil que: desenvolvam projetos que beneficiem crianças de 0 a 6 anos;
possam ser descritos em seus objetivos, formas de funcionamento,
resultados e custos; e tenham pelo menos um ano de funcionamento.
Os quatro
temas eleitos para essa edição são:
-
Saúde do bebê, da gestante e da criança
(com ênfase em ações de nutrição e pré-natal, parto, pós-parto,
aleitamento e cuidados no primeiro ano de vida do bebê)
-
Educação infantil
(com ênfase na formação de professores e na inclusão de crianças
com deficiência)
-
Convivência familiar
(com ênfase no trabalho de apoio e orientação à família, de abrigo
e de inserção familiar)
-
Convivência comunitária
(com ênfase em iniciativas que valorizem a brincadeira, a arte e a
cultura, redes de solidariedade e ações comunitárias de comunicação,
como rádios, campanhas, etc.)
Serão destacadas iniciativas com base em critérios
específicos a serem estabelecidos dentro de cada tema. Elas deverão,
ainda:
a) estar em
consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente, na perspectiva
da proteção integral;
b) contar com a efetiva participação da comunidade;
c) apontar inserção no contexto cultural local;
d) apresentar estratégias de articulação com os atores sociais e o
poder público envolvidos no tema de atuação;
e) apontar aspectos inovadores nas metodologias desenvolvidas;
f) apresentar metodologias eficazes e eficientes em relação ao
contexto regional e ao público atendido;
g) ter resultados que possam ser analisados quantitativa e
qualitativamente;
h) utilizar estratégias de avaliação;
i) apresentar custos coerentes e viáveis;
j) planejar e assegurar sua continuidade;
k) ser avaliadas como passíveis de disseminação.
As iniciativas
finalistas serão reconhecidas com um certificado em evento público e
terão suas experiências divulgadas em uma publicação. As quatro
premiadas ganharão um troféu e o trabalho de sistematização e
disseminação de sua experiência.
A ficha para
participação está contida no Manual de Inscrição do Prêmio Criança
2004, disponível no site
www.fundabrinq.org.br, e deve ser enviada juntamente com os
documentos para PRÊMIO CRIANÇA 2004, Rua Lisboa, 224 - Jardim
América
05413-000 - São Paulo / SP.
Dúvidas gerais
sobre o Prêmio Criança 2004 poderão ser resolvidas pelo telefone (11)
3069-0668, ou pelo e-mail
premiocrianca@fundabrinq.org.br
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