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Pesquisa analisa voluntariado nas principais capitais do Brasil

Em agosto de 2001, foi realizada uma pesquisa sobre voluntariado pelo IBOPE com exclusividade para o Instituto Brasil Voluntário, com 7.700 pessoas nas 9 principais capitais brasileiras.

Segundo a pesquisa, 18% do entrevistados já fizeram ou estão fazendo algum tipo de trabalho voluntário.

Nas classes mais altas, a participação é maior do que nas classes mais baixas: 35% das pessoas pertencentes à classe A realizam ou já realizaram algum tipo de atividade voluntária, contra 17% da classe C e 11% da classe DE.

À medida em que aumenta a faixa etária dos entrevistados aumenta, também, o índice de participação no trabalho voluntário: 19 % dos jovens acima de 20 anos participam voluntariamente de alguma atividade e 23% dos entrevistados a partir dos 50 anos costumam trabalhar como voluntários, embora incluam nesse percentual também as doações.

Estar ou não no mercado de trabalho influencia na prestação ou não de trabalho voluntário. Os entrevistados que trabalham, ou seja, são economicamente ativos, têm um maior índice no trabalho voluntário: 21% contra 14%.

Em relação a cada cidade pesquisada, são encontradas diferenças na participação das pessoas. Em Belo Horizonte, cerca de 1 em cada 4 entrevistados (23%) realizam trabalho voluntário; em Curitiba e no Distrito Federal, 21%; no Rio de Janeiro e em São Paulo os número são parecidos: 19% e 18%, respectivamente.

As áreas de atuação preferidas são: crianças (59%) e jovens (44%). Menos de 2% fizeram referência a meio ambiente e proteção a animais.

Segmentos Alvo do Trabalho Voluntário
Dedicação %
crianças 59
jovens 44
família 44
idosos 37
adultos 37

Quanto à credibilidade das instituições, são as instituições religiosas que recebem maior crédito por parte dos entrevistados, 31%. Em um segundo grupo estão as escolas e universidades, e associações de bairro, com 19% e 14% respectivamente.

Surpreende o baixo índice de confiança nas ONGs (8%), nos sindicatos (5%), no Governo (4%) e nas empresas (3%). Nota-se uma tendência das pessoas em eleger as instituições mais próximas como mais dignas de confiança. Esse dado pode resultar da existência de mecanismos próprios de controle, fazendo com que as pessoas sintam-se mais seguras para escolher uma instituição em detrimento de outras.

Quando questionados sobre o que seria melhor para a sociedade, entre doações ou trabalho voluntário, metade dos entrevistados (49%) valoriza mais o trabalho voluntário. No entanto, aproximadamente 1 em cada 4 (27%) refere-se a doações como mais importante, o que pode ser considerado, também, significativo.

Os números mostram que mesmo com a alta valorização do trabalho voluntário, os entrevistados praticam muito mais doações. Isto pode estar indicando a existência de algum impedimento ou dificuldade para a prática do voluntariado, como falta de conhecimento.

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