INIQÜIDADE
SOCIAL NO BRASIL:
uma aproximação e uma tentativa de dimensionar
Ronaldo
Coutinho, do Ipea, está desenvolvendo um índice
- INIQ - importante para aqueles que se preocupam com o
fato do Brasil ocupar a 73a posição no IDH (Índice
de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento). O índice, ainda em fase
preliminar, tem por objetivo verificar o alcance do Plano Plurianual,
com vigência até 2003, no que diz respeito à
redução da "desigualdade social" no Brasil.
Segundo
Ronaldo Coutinho, não podemos falar de desigualdade social,
pois desigualdade significa não ser igual, ou seja, se
um tem 10 e o outro 9 eles são desiguais. Mas, se uns tem
10 e outros 0,01 ou menos estamos falando de uma desigualdade
extrema, que se traduz em iniqüidade. Isto justifica
o nome dado ao índice que esta elaborando, Índice
de Iniqüidade - INIQ.
O
intuito do índice é avaliar "...se a desigualdade
social está diminuindo por força dos programas governamentais
executados em seu conjunto" e deve servir de base para a
elaboração de novos projetos governamentais, pois
segundo o autor não é impossível minorar
este problema: esta é uma questão de vontade política.
Ele
afirma que a Coréia, por exemplo, desenvolveu um projeto
que acelerou a distribuição de renda, que consolidou
e expandiu o mercado interno e deu condição para
que o país se lançasse no mercado internacional.
O
INIQ é uma "proposta aberta", ainda não
está consolidado e por isto não está disponível
no site do Ipea. Para adquiri-lo é necessário mandar
um e-mail pedindo o texto.