Foi divulgada no
último dia 24 de março a pesquisa sobre condições
de vida e desenvolvimento humano patrocinada pelo Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento - Pnud, órgão da ONU, realizada
entre doze capitais do Brasil com mais de 1 milhão de habitantes.
Os dados obtidos nessa pesquisa, realizada entre 1995 e 1999, foram
comparados com os obtidos na pesquisa realizada entre 1981 e 1985.
Constatou-se que, em todas as capitais, houve aumento do desemprego
e diminuição do número de empregados com carteira
assinada e do emprego na indústria.
Curitiba obteve o 1° lugar no Índice de Condições
de Vida - ICV, enquanto Recife ficou em último. Em relação
ao Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, o 1° lugar é
de Porto Alegre e o último de Fortaleza.
O ICV-Trabalho em Salvador foi de 0,592 para 0,452, em decorrência
do aumento do desemprego de 5,5% para 16,3% e da diminuição
do número de empregados com carteira assinada de 63,7% para 45%.
O salário médio na capital baiana diminuiu de R$ 322,00
para R$ 252,88, elevando o índice de pobreza de 0,06 para 0,1.
O número de pobres na cidade aumentou de 26,9% para 33,6%.
O quadro é mais ou menos o mesmo em Belém e São
Paulo. Na primeira, o ICV-Trabalho foi de 0,530 para 0,427, com o aumento
do desemprego de 6% para 11,8%, significando um número de 140
mil pessoas desempregadas. Em São Paulo, por sua vez, o ICV-Trabalho
foi de 0,743 para 0,674, com a porcentagem do aumento do desemprego
quase igual à da capital do Pará: de 5,8% para 11,6%.
O número de empregados com carteira assinada diminuiu de 70,1%
para 54,1%.
Em Manaus, o índice de pobreza também aumentou de 0,05
para 0,11. O número de pobres aumentou de 22,3% para 32,6%, havendo
uma elevação grande da taxa do desemprego de 3,5% para
17,3%.
Nessa pesquisa, o IDH foi usado pela primeira vez para estudar a vida
de uma cidade. A capital escolhida foi o Rio de Janeiro. Os dados comprovam
a presença de dois "mundos" bem diferentes coexistindo
lado a lado. Enquanto alguns bairros nobres, como o Leblon, Jardim Botânico
e Urca, têm IDH comparável aos melhores do mundo, outros
bairros mais carentes, como Santa Cruz, tem IDH pior do que o Gabão.
| Classificação:
IDH |
| 1° |
Porto
Alegre |
| 2° |
Curitiba |
| 3° |
São
Paulo |
| 4° |
Brasília |
| 5° |
Rio
de Janeiro |
| 6° |
Belo
Horizonte |
| 7° |
Goiânia |
| 8° |
Salvador |
| 9° |
Belém |
| 10° |
Manaus |
| 11° |
Recife |
| 12° |
Fortaleza |
|
| Classificação:
ICV |
| 1° |
Curitiba |
| 2° |
São
Paulo |
| 3° |
Porto
Alegre |
| 4° |
Rio
de Janeiro |
| 5° |
Brasília |
| 6° |
Belo
Horizonte |
| 7° |
Goiânia |
| 8° |
Salvador |
| 9° |
Belém |
| 10° |
Manaus |
| 11° |
Fortaleza |
| 12° |
Recife |
|